BOLSA DE VALORES DE NOVA YORK RECEBE PRIMEIRA EMPRESA ESPECIALIZADA EM CANNABIS



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A bolsa de valores Nasdaq, um mercado de ações automatizado norte-americano onde estão listadas mais de 2.800 ações de diferentes empresas, listou suas primeiras ações de cannabis. A canadense Cronos Group será a primeira empresa de maconha em uma grande bolsa dos EUA — ao lado de outras ações, como a Apple, a Microsoft e a Starbucks. 

"É muito significativo para a empresa e para todo o setor. É um momento importante, que mostra que o estigma da maconha continua diminuindo.", disse Mike Gorenstein, fundador e CEO da Cronos. 

A medida coincide com uma expansão do setor da maconha em todo o mundo. O Uruguai legalizou a cannabis federalmente para uso adulto e o Canadá deverá seguir esse exemplo no final deste ano. A Alemanha está entre os cerca de 30 países que permitem a venda da planta com fins medicinais.

Nos EUA, nove estados e Washington, o distrito federal, legalizaram o uso recreativo e 29 estados permitiram o uso medicinal. Sozinho, o mercado americano chegará a US$ 50 bilhões até 2026, em contraste com US$ 6 bilhões em 2016, de acordo com o banco de investimentos Cowen & Co.

As ações da Cronos, que cultiva e distribui maconha para uso terapêutico ou recreativo em quatro continentes, já eram negociadas na Bolsa de Toronto, e sob forma de ADRs (American Depositary Receipts), em Nova York.

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Listagem nos Estados Unidos
Para a Cronos, a listagem nos EUA poderia abrir as portas para um capital significativo. Ela também vai esclarecer a confusão em torno da legalidade do investimento, segundo Gorenstein. Cerca de uma a cada três conversas que ele teve com investidores americanos foi sobre se eles poderiam investir legalmente na entidade canadense.

"Muitos investidores dos EUA ainda não têm certeza sobre a legalidade: não há muita conscientização sobre a legalização federal no Canadá em contraste com os EUA", disse ele. "A listagem na Nasdaq abrirá o leque de oportunidades para muitos investidores dos EUA que se sentiam inseguros — inclusive no nível institucional."

Incertezas
A confusão é justificada. A cannabis continua sendo ilegal segundo a legislação federal dos EUA. O procurador-geral do país, Jeff Sessions, rescindiu em janeiro as proteções da era Obama que permitiam que setores com legalização estadual prosperassem.

Ainda assim, essa ilegalidade não impede que investidores dos EUA coloquem dinheiro em empresas estrangeiras que operam legalmente em seus respectivos países.

A Cronos estava “extremamente concentrada” em garantir que estava preparada para se adequar aos padrões da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) antes de apresentar a solicitação para ser listada na Nasdaq. Por isso, o processo foi relativamente tranquilo. 

"Espero que a listagem sirva como um catalisador e que seja útil para as empresas dos EUA também, em termos de acabar com o estigma. Porque queremos que o setor como um todo avance", finaliza Gorenstein.

 

 

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