ESTUDO BRASILEIRO APONTA QUE CANNABIS PODE AJUDAR PACIENTES COM CÂNCER



ESTUDO BRASILEIRO APONTA QUE CANNABIS PODE AJUDAR PACIENTES COM CÂNCER

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Um estudo conduzido por pesquisadores do Hospital Sírio Libanês e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo mostra que o uso de substâncias extraídas da cannabis pode ajudar em diversos sintomas dos pacientes com câncer. As descobertas foram publicadas no periódico internacional Frontiers em Oncology.

Os cientistas estudaram os casos de dois pacientes e utilizaram, além do tratamento convencional de quimiorradiação seguido pela quimioterapia, cápsulas de canabidiol (CBD) e flores vaporizadas com tetrahidrocannabinol (THC) também foram usadas. 

Ainda passando por forte resistência com a comunidade médica e a opinião pública, atualmente o uso de canabidiol deve ser autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que diz, em seu site, não ser contra o uso da planta medicinal — o usuário pode, inclusive, realizar solicitação pela plataforma do órgão.

Bastidores do estudo
Paula Dall’Stella, diretora científica da Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinais e uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo, trabalha desde 2014 com a cannabis e garante que seu uso tem respaldo na literatura médica e, agora, científica.

Segundo ela, há evidências científicas significativas sobre as mudanças promovidas pela cannabis em pacientes com tumores cerebrais quando associada ao tratamento convencional.

A ideia do estudo foi utilizar a cannabis em pacientes com tumores malignos de difícil controle. No caso, os experimentos foram realizados em dois pacientes que sofriam com os tratamentos convencionais de radio e quimioterapia. “Utilizamos o canabidiol em um momento específico do tratamento, um pouco antes da radioterapia. Usamos doses que ambos os pacientes pudessem tolerar”.

Ambos os pacientes ingeriram cápsulas contendo canabidiol. Para o tratamento, tiveram de pedir autorização diretamente para a Anvisa. 

Observações
Logo após da quimiorradiação dos pacientes, os cientistas realizaram ressonâncias de controle para entender o desenvolvimento do tratamento e o efeito do canabidiol. Ambos ainda mantinham parte do tumor.

Um mês depois do tratamento, um dos participantes apresentou uma quase “remissão completa” — termo utilizado na Medicina para designar quando não há sinais de atividade da doença, apesar de não ser possível identificar como cura.

O outro paciente teve uma pseudoprogressão, o que, segundo a pesquisadora, indica nesse contexto que o tratamento estava funcionando.

De acordo com os pacientes, o uso das cápsulas de canabidiol e das flores vaporizadas em THC amenizou os sintomas de dor, náusea, vômito e fadiga. “Esses pacientes mostraram uma melhora significativa, sem nenhuma fadiga e fazendo atividade física todos os dias, apresentando uma condição clínica favorável”, aponta a médica.

No momento, ela e sua equipe querem realizar o mesmo processo com um maior número de pacientes. 

Entre as muitas polêmicas com o uso da cannabis medicinal no Brasil, Dall’Stella nota que ainda há poucas pessoas que de fato sabem e entendem como a cannabis medicinal funciona: “A cannabis medicinal tem um papel significativo na saúde pública”.

Fonte: Galileu