EUA VOTA PARA LIBERAR BANCOS A FINANCIAR INDÚSTRIA DA MACONHA



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A maconha já é um grande negócio nos Estados Unidos, mas pode subir de patamar. O comitê de serviços financeiros da câmara de deputados dos Estados Unidos irá se reunir hoje para votar uma proposta de lei que regula a participação de bancos como prestadores de serviço a empresas que comercializam cannabis para uso recreativo e medicinal. Apesar da crescente aprovação do uso da maconha no país, com a legislação que vigora hoje, instituições financeiras evitam participar do negócio temendo consequências legais.

A votação que acontecerá hoje ocorre apenas seis semanas após o projeto de lei ter sido concebido, o que cria a expectativa de que, ao menos no comitê de finanças da câmara, o texto seja aprovado. O texto ainda será levado ao Senado, cujo a aprovação promete ser mais difícil.
 
Mesmo que o projeto de lei seja aprovado em todas as instâncias e passe a valer, muitas questões ficarão em aberto. Embora a cannabis já tenha sido regularizada para consumo recreativo ou medicinal para cerca de 62% da população dos EUA, num somatório de 30 estados, a ausência de uma lei federal sobre a legalização da maconha faz com que as instituições financeiras, principalmente as de capital aberto, evitem mergulhar no lucrativo mercado.

“A maioria dos bancos de capital aberto continuará a evitar atividades relacionadas à maconha até que a droga seja legalizada em nível federal”, disse Nathan Dean, analista sênior da Bloomberg Intelligence, sobre a possível aprovação da lei, que ficou conhecida como Safe Act.

Ontem, frustrando as expectativas do governador de Nova Jersey Philip D. Murphy, o partido democrata não conseguiu obter o quórum necessário para legalizar o uso recreativo da maconha no estado, promessa que havia sido feita ainda durante a campanha de Murphy.

Segundo a empresa de pesquisas New Frontier Data, o mercado da maconha legal faturou 10 bilhões de dólares nos Estados Unidos em 2018, com 250.000 empregos diretos gerados pelos país. Até mesmo gigantes como as fabricantes de bebidas Coca-Cola e ABInBev demonstraram interessem em criar produtos para o nicho. A previsão é que o mercado cresça 60% em 2019. Na última sexta-feira, a Medmen, empresa de capital aberto especializada em maconha, recebeu um aporte financeiro de 250 milhões de dólares de um único investidor. 

Fonte: Exame