PESQUISA INICIAL É ESPERANÇOSA SOBRE CBD E DEPRESSÃO



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Apenas uma dose de CBD ajudou ratos e camundongos a experimentar “efeitos antidepressivos agudos” devido ao aumento dos níveis de proteínas no córtex pré-frontal medial e no hipocampo de seus cérebros. Em outras palavras, isso fez com que os camundongos sentissem muito menos desespero comportamental quando realizavam certos testes.

Essas são as conclusões de um estudo publicado este ano na revista Molecular Neurobiology por pesquisadores da Universidade de São Paulo, e do Hospital Universitário de Aarhus, na Dinamarca. Eles estão usando o CBD em estudos com animais como um primeiro passo em direção a testes humanos.

Os pesquisadores escreveram: "A principal conclusão do presente estudo é que o CBD induz não apenas um efeito robusto, mas também sustentado, semelhante ao antidepressivo em diferentes espécies e modelos animais distintos".

Por que estudar o CBD para depressão?
Por que colocar ratos e camundongos em testes com CBD? A pesquisa sobre o impacto do CBD na depressão foi motivada, em parte, pelo desejo de encontrar alternativas aos medicamentos prescritos. Embora eficazes em muitos casos, aqueles que tomam drogas para a depressão correm o risco de uma série de efeitos colaterais. De acordo com a Web MD, alguns dos efeitos colaterais comuns dos medicamentos antidepressivos incluem:

• Náusea
• Aumento do apetite e ganho de peso
• Perda de desejo sexual
• Disfunção erétil
• Orgasmo diminuído
• Fadiga e sonolência
• Insônia
• Visão embaçada
• Prisão de ventre
• Agitação
• Irritabilidade
• Ansiedade

Essa é uma longa lista. Os pesquisadores também observaram que “os antidepressivos atualmente disponíveis têm um intervalo de tempo substancial para induzir resposta terapêutica e uma eficácia relativamente baixa. O desenvolvimento de medicamentos que abordam essas limitações é fundamental para melhorar a saúde pública.”

Descobertas do estudo
O estudo colocou ratos e camundongos através de vários testes depois de receber uma dose de CBD. Eles incluíram testes de natação forçada (FST), que envolve a colocação dos animais em um recipiente cheio de água. O FST é baseado na suposição de que os animais farão esforços para escapar, mas eventualmente exibirão imobilidade que os pesquisadores assumem como reflexo do desespero comportamental. Também expõe os animais ao estresse, o que tem demonstrado contribuir para a depressão.

O teste FST e outros, descobriram que os animais mostraram um comportamento menos deprimido, talvez devido ao aumento dos níveis de proteínas e do neurotransmissor serotonina no cérebro. Eles também descobriram que o efeito aconteceu rapidamente.

Estudos anteriores tiveram resultados semelhantes
Em 2014, um estudo conduzido por pesquisadores do Laboratório de Pânico e Respiração da Universidade Federal do Rio de Janeiro reconheceu algumas dessas questões e realizou um estudo envolvendo camundongos.

O estudo de 2014, que também envolveu ratos, entrou em detalhes sobre a depressão e como ela se manifesta. Os pesquisadores escreveram que "pacientes deprimidos apresentam sintomas como alterações de humor, apatia, falta de capacidade de sentir prazer, aumento dos níveis de irritabilidade, prostração, alterações cognitivas e psicomotoras e mudanças no regime de apetite e sono."

Eles descobriram que o CBD interagia de forma positiva com os receptores de serotonina no cérebro. Acredita-se que a serotonina afeta o estado emocional de uma pessoa e os sentimentos de bem-estar ou felicidade.

Assim como o novo estudo, os pesquisadores do estudo de 2014 também descobriram que o CBD "exibia um efeito antiansiedade e antidepressivo em modelos animais."

Fonte: Green Entrepreneur