No mercado da cannabis, a predominância masculina é facilmente notada. Em qualquer ramo, as empresas estão, em sua maioria, sendo feitas por homens e para homens. Uma condição bem paradoxal, já que a cannabis que dá a flor de onde se extrai substâncias preciosas para o uso humano, é fêmea. Além do mais, o surgimento das flores nas espécies fêmeas é uma resposta natural a ausência do macho – o nascimento das flores é uma estratégia da planta para atrair o macho.

Nos Estados Unidos e na Europa, cada vez mais produtos de beleza com canabidiol chegam às prateleiras das farmácias. As propriedades anti-inflamatórias da substância estão atraindo uma atenção especial dos profissionais, das empresas e dos usuários, predominantemente mulheres. Mas é só neste papel que a mulher quer estar?

Diante de uma planta tão complexa e com tantas possibilidades de atuação no mercado, as mulheres estão em busca de seus espaços nas lideranças. A Broccoli é uma estranha no ninho das publicações dedicadas à cannabis. Ela é uma revista “para mulheres que amam Cannabis”, como a marca se expressa, mas também é totalmente produzida por elas.

Broccoli

A revista, que mais lembra uma publicação de design e moda, vai além do apelo estético.  A Broccoli também aborda conteúdos plurais sobre o universo da cannabis. Em suas edições é possível ler sobre a legalização da cannabis e seu uso medicinal, por exemplo. As edições não possuem uma periodicidade definida, mas é possível acessar outras formas de conteúdo online.

Nos EUA, a revista é distribuída gratuitamente. Aqui no Brasil, é necessário arcar apenas com o custo do frete. Vale a pena conferir um conteúdo feito por e para mulheres, com abordagem cultural, artística e sofisticada sobre a cannabis — algo inédito na imprensa americana e talvez do mundo.